A frase “dinheiro traz felicidade”, dita por aí, não tem os mesmos efeitos para jovens da Geração Z, composta por pessoas com idades entre 18 e 24 anos, pelo menos não no ambiente profissional. Segundo um estudo divulgado nesta semana, fazer o que gosta, equilibrar trabalho e vida pessoal e ser reconhecido profissionalmente, é mais importante do que ganhar bem.
O levantamento foi feito em todas as capitais do país e apontou que salário alto não é garantia de sucesso. De acordo com a Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL) e o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), em parceria com o Sebrae, 42% dos jovens afirmam que preferem trabalhar com o que gostam a ter salários altos em profissões que não os agrada.
Situação que vive a estudante de direito Andressa Luiza, de 18 anos, há seis meses no ensino superior. Para ela, bons salários vêm através do reconhecimento profissional. “Ganhar bem significa que você é uma pessoa competente na área, mas não significa que você vai estar se realizando profissionalmente”, comenta.
O estudo da CNDL ainda aponta que 39% dos entrevistados preferem conseguir conciliar vida profissional e pessoal e 32% optam por ser reconhecido no que fazem. Apenas 31% veem altos salários como garantia de sucesso.
Os jovens ainda responderam quais valores e habilidades formam um bom profissional. O resultado apontou que dedicação (43%), capacidade de diálogo e trabalho em equipe (40%), foco no trabalho (36%), ser paciente (35%) e fazer sempre o melhor (31%) são diferenciais.
Felicidade na vida adulta
A Geração Z é formada pelos nascidos entre 1995 e 2010, mas o estudo ouviu aqueles que já estão ou que vão ingressar no mercado de trabalho. Os entrevistados ainda falaram sobre o que traz felicidade na vida adulta. De acordo com eles, casa própria e sucesso no trabalho são essenciais.
As prioridades para eles são ter a casa própria (20%), sucesso no trabalho (18%) e trabalhar com o que gosta (18%). Encontrar um amor, não está no topo da lista para a Geração Z. Apenas 9% têm isso como um dos objetivos para felicidade na nova fase da vida, diferente das antigas gerações.
“Para as gerações anteriores formar família e desenvolver carreira duradoura e estável em uma única empresa era primordial, a Geração Z está disposta a explorar mais as possibilidades profissionais e adiar planos de casamento e filhos”, explica José César da Costa, presidente da CNDL.
Para realizar a pesquisa, 801 jovens foram ouvidos em todo o país. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 15% dos brasileiros, ou seja, 24 milhões de pessoas, compõe este grupo de 18 e 24 anos.
Fonte: AMIRT

